Sunday, September 14, 2008

... finally in Key West – Part III




July 31-August 9, 2008

Comecamos a subida ao longo da costa para ver um pouco mais de South Florida. Primeira paragem em Fort Lauderdale terra tambem conhecida como “Veneza da America” devido ao seu sistema de canais e tambem conhecida como important porto de cruzeiros, donde saem tambem os cruzeiros que fazem as visitas as Bahamas.

Chegamos a hora do almoco ao centro e ao sairmos do carro esta um calor abrasador. Procuramos um restaurante para almocar. Acabamos por almocar numa “creperie” para comer algo leve. Acabo por nao resistir a um crepe de marisco com molho bechamel (la se vai o almoco leve...). Ja com o estomago tentamos passear pela cidade o que com o calor que se faz sentir e quase impossivel.Decidimos regressar ao carro para ver se ha algo mais interessante na cidade. As expectativas saem um bocado “goradas” e acabamos por sair em direccao a Palm Beach na esperanca de ver as casas dos ricos e famosos.

Palm Beach nao e exactamente o sitio mais animado nesta altura do ano. As “celebridades” pelos vistos preferem ir passar ferias a Miami no inicio do ano quando esta muito frio no Norte dos E.U. A temperatura nessa altura em Miami ronda os 25 graus. E so mesmo para quem pode.

As visitas da parte da tarde nao sao as mais animadas pelo que ha procura de algo mais interessante resolvemos descer em direccao ao parque de Everglades. Como ja se faz tarde resolver pernoitar num hotel de estrada (ou nao fosse esta uma verdadeira aventura americana!) nomeadamente o “Holiday Inn”.

No dia seguinte toca de seguir para o parque na expectativa de ver os tais “gators”, sim os jacares. A primeira saida do carro num ponto de informacao bastam dois minutos para que os mosquitos me comecem a atacar. Nao sei o que se passa com o meu sangue mas devo ser muito “gostosa” para os malditos dos mosquitos. Comeco-me a “besuntar” rapidamente de anti/mosquitos e corro passados uns minutos para o carro. Ja tinha lido em qualquer lado esta historia dos mosquitos serem “devoradores” neste parque.

Seguimos entao para a cidade de Everglades. Ja se comecam a avistar os indicadores das “airboat tours”. Pequena paragem para almocar e eis que estamos nos a espera de comecar a nossa primeira viagem de “airboat” para ver os “gators”. O tempo nao esta muito “famoso” e comeca inclusive a chover uns minutos antes. Decidimos de qualquer forma ir na mesma apesar do aviso de “non-refundable” apos partida do barco. Bastam-nos duas cabecas de “gator” e 5 minutos para sermos recambiados de volta dado que o tempo ameaca uma tempestade forte. Ainda esperamos quase uma hora para no final nos indicarem que nao vai haver mesmo nenhuma “tour” devido ao mau tempo. Choveu para burro e ainda conseguimos no final recuperar o nosso investimento de 80 dolares. Va la!

Seguida pela famosa highway 41 que segundo o guia tem uma “breathtaking view!”. Estes gajos deviam ir a Portugal. Nao iam querer outra coisa. So nao dormi o caminho todo porque nao calhou. Foi das paisagens mais aborrecidas que ja vi.Com esta brincadeira o fim de tarde aproxima-se e ja faz dia e meio que nao vimos nada de jeito. Hora de ir em direccao as “keys”, o nosso destino final e tambem o mais ansiado. Mas antes, prosseguimos na nossa aventura americana com mais uma paragem num hotel de estrada.

Dia seguinte de manha seguimos em direccao a Key West, a ilha mais a sul dos Estados Unidos. Ainda nos leva cerca de 3.30 horas a la chegar tendo que passar por todas as outras ilhas que compoem as keys. A nossa volta so mar e aqui comecamos sim a ficar entusiasmados com a paisagem. Passamos pela 7 mile bridge por cima do mar. Impressionante!

A chegada a Key West temos a sensacao de estar a entrar numa loja de souvenirs gigante, uma nao, sao varias assim como os pubs a lembar o velho faroeste. Grandes salons onde se pode tomar uma cerveja ao balcao ao ouvir country music. O estacionamento esse e a doer pois estas visitas nao sao de “borla”. Se querem ir a Key West preparem para gastar uma “piparada” de massa no parque. Mais caro que uma refeicao de buffet de marisco. Isso mesmo! Tambem nao queria acreditar. Mas como nao ha outra forma de visitar key west so resta pagar e aproveitar.

Infelizmente a visita a key west e curta (a pagar parque desta maneira...) mas tambem porque ja se faz tarde e ainda temos de volta a primeira ilha (a maior...) onde fica o nosso hotel: Key Largo. Apos 3 horas de caminho ja chegamos a hora de jantar para ainda ir dar um mergulho no mar e na piscina fartos que estamos de “suar” as estopinhas com o calor abrasador. Devo ter perdido dois kilos nestas ferias (ja para nao falar no bronze invejavel que trouxe...).

O dia seguinte e passado entre a praia e a piscina. A agua do mar e salgada ate dizer chega (ao ponto dos olhos arderem...) mas e mesmo tipo sopa. Fora da agua tambem nao se aguenta com o calor que esta. No final do ano resolvemos ir explorar um restaurante da zona indicado pelo guia onde servem peixe e marisco. Bem merecido!!

Dia seguinte ainda tempo de manha para um passeio de barco (de fundo de vidro) para ir ver os corais. Valeu bem a pena. Ao fim da tarde seguimos em direccao ao aeroporto de Miami para pernoitar num hotel perto.Dia seguinte de manha siga de volta para a Holanda.

Bye, bye Miami...

Monday, August 11, 2008

SoBe - Part II



July 31-August 9, 2008

Eram cerca de 8.30 da noite quando ele chegou ao hotel depois de um dia inteiro de viagem com conexao em Newark. Comigo demasiado relaxada, apos uma tarde de piscina, e ele a precisar de se deitar cedo decidimos jantar num dos restaurantes do hotel. E porque nao sushi... Ja que nos tornamos mesmo fans!

Decidimos ficar na sexta-feira no hotel a descansar pelo que o dia passado na piscina sabe-nos que nem ginjas. De manha ainda tentamos ir ao centro comercial mais proximo. Sao cerca de 20 minutos a pe mas as 9 da manha o calor ja aperta e bem. De volta ao hotel ja perto do meio-dia mergulhamos nas aguas da bela piscina do Mandarin Hotel. Ai que sonho! Um dia todo sem fazer nada e sem preocupacoes. So a aproveitar o sol e a boa vida. Pausa para o almoco, descanso, de volta a piscina e assim se passa o dia.

A noite decidimos aceitar uma das sugestoes do guia de viagens e seguimos para Little Havana, bairro tipico em Miami onde se concentra grande parte da populacao cubana. Em 2.2 milhoes de habitantes em Miami cerca de 1.3 milhoes sao hispanicos e cerca de metade destes hispanicos sao cubanos. Tinha mesmo de haver uma little havana. Pois nao e que em Little Havana, mais precisamente na calle ocho (rua numero 8) existe uma restaurante precioso, uma perola chamada "Cafe Versailles". O nome parece muito frances para um cafe cubano mas de facto o nome (que aparentemente veio de um tal hotel Versailles em Cuba) pouco interessa sendo a unica "coisa" francesa que se pode encontrar neste cafe. Alem de uma comida soberba este cafe nao e so um restaurante mas um local de encontro para familias, locais, turistas. O decor nada do outro mundo numa sala que senta 400 pessoas. E estava cheia aquela hora passadas que eram das 9 da noite. Pena o estomago nao dar para mais...

De volta ao hotel passamos a manha seguinte como lagartos ao sol novamente na piscina: desde ja eleita como a melhor piscina destas ferias!

Depois de fazer o check out a hora de almoco seguimos para South Beach: a uns 20 minutos de taxi, onde esperamos estar mais perto das praias e da animacao. South Beach e normalmente conhecido pela simples abreviacao de SoBe. Pois e em SoBe que decidimos ficar por mais duas noites num chamado "boutique hotel" em Ocean Drive (rua adjacente as praias e onde se encontra a maior concentracao de restaurantes e bares).

A chegada ao "Century Hotel" ficamos um pouco decepctionados com o tamanho do quarto: isto e mesmo "boutique". Depois de vir do Mandarin com um quarto brutal e uma casa de banho brutal vemo-nos reduzidos a um minusculo quarto de hotel. A casa de banho e igualmente minuscula tendo sido colocados espelhos pelas paredes e tecto para dar uma dimensao de espaco! Hum, nao me parece bem sucedida a idea. Mas o decor ate e moderno e o objectivo e passar a maior parte do tempo na praia e a passear (apesar do calor abrasador).

Primeira tarde passada a fazer a visita de reconhecimento percorrendo a Ocean Drive com uma pausa para almoco e um gelado. Ao fim da tarde o inevitavel banho na praia (temperatura da agua: ui tipo sopa). Frequencia da praia: deixa um bocado a desejar com uma mistura de culturas nem sempre agradavel.

Ao jantar decidmos aceitar novamente a sugestao de um dos guias e vamos ate a um restaurante chamado "A Fish called Avalon". Um restaurante mais sofisticado e tambem uma boa surpresa.

No dia seguinte decidimos experimentar a area de prais mais perto do hotel. Bem melhor frequentada. O calor e tanto que passamos o tempo quase todo dentro de agua. O sol e tao abrasador que nao se aguenta. Decidimos fazer uma pausa para almoco e seguimos para um tipo diner simplesmente chamado "Big Pink". Atmosfera simpatica, boa comida,bom servico, bom preco. E servem um pouco de tudo. Ficamos fans do conceito. E desde o pequeno almoco ate tarde vao servindo refeicoes o que do ponto de vista do "caixa" e sempre a entrar.

Da parte da tarde resolvemos espreitar as lojas em Lincoln Road. Mais uma boa surpresa numa rua cheia de lojas, restaurantes e animacao. Ao entrar e sair das lojas sempre se aguentar melhor o calor. Voltamos ao fim da tarde ja cansados e mesmo na hora em que comeca a chover desalmadamente. Sim, tambem apanhamos chuva, trovoes, relampagos. O que e bom e que vem e passam depressa.

No dia seguinte ainda alguns resquicios do mau tempo com a praia de manha pouco desejavel. Hora de seguir para o proximo ponto. Toca a alugar um carro e "dar um giro". So para conhecer mais alguma coisa. Afinal, nao e todos os dias que se vem a South Florida.

Welcome to Miami... - Part I

July 29, 2008

Partida as 10 da manha de dia 29 de Julho para mais uma reuniao de trabalho. Destino: desta vez bem mais apetecivel: Miami... para uma reuniao a que apelidamos de “Americas Business Review”. Nada como juntar duas das melhores empresas do Grupo para um intercambio de ideias e um pouco de brainstorming. Isto misturado com uma dose de convivio social.

Chegada a Miami as 7 da tarde depois de ter perdido o voo de conexao em Atlanta. E impressionante como os "customs" nos Estados Unidos podem ser caoticos no Verao com as ferias e nao ha a minima preocupacao com voos de conexao com tempos demasiado curtos (que nunca deveriam ter sido marcados pelas agencias de viagens...) e nao ha uma unica fila prioritaria. Assim que questionamos sobre a eminente possibilidade de perder o voo respondem-nos com bastante indiferenca: "Nao se preocupe pois apanha o proximo voo. Saem voos todas as horas." O que e facto e que perdi mesmo o voo e tive de esperar 2 horas ( e nao 1) pelo proximo voo. Ainda consegui chegar a horas de jantar (apesar do atraso...). A vontade era muita de ir dormir mas ainda consigo arranjar energia para um pouco de convivio no bar. Afinal de contas puxei muito por esta reuniao. Nao posso dar parte fraca. Mas eis que 1 hora depois sou facilmente vencida pelo cansaco. Horas de ir dormir (ou pelo menos tentar..). Apesar de tantas viagens ainda nao me habituei ao jet lag.

Apos uma noite mal dormida (apesar da cama e do quarto de hotel serem excelentes) dirigo-me cedo ao pequeno almoco. Impressionante como nos E.U. tudo e pago a parte. O pequeno-almoco de base (buffet) sao 20 dolares mais impostos, gorjetas. Caso se queira mais alguma coisa toca a seleccionar da ementa e pagar mais. Total da conta sao quase 50 dolares do pequeno-almoco. Ainda bem que a empresa paga pois este pequeno almoco nao me soube ao preco que paguei.

Apos um dia intenso de reuniao (com cerca de 17 pesssoas) eis que surge a ideia de ir distrair um pouco ate ao centro. Mango’s club e o destino. E ai vamos nos ate South Beach para beber um copo e dar um pezinho de danca. Posso dizer que os mojitos (dois e um quarto, dado que levei com um valente encontrao que me fez derramar ¾ de um mojito na minha saia) me souberam muito bem ao som de musica latina. E ainda um pezinho de danca. Nao me importava de ficar mais um pouco mas siga pouco depois da meia-noite de volta para o hotel pois no dia seguinte ainda temos umas valentes horas de discussao.

Desta vez opto pelo pequeno almoco no quarto no dia seguinte com uma opcao mais saudavel e tambem mais economica (quase metade do preco o que realmente o tornou muito mais light – nao so nas calorias mas tambem no preco).

As tres da tarde terminamos a reuniao com um wrap up bastante positivo da audiencia. Tive duas apresentacoes (uma em cada dia) que acho que correram razoavelmente bem. Ao menos vou-me habituando cada vez mais a estas apresentacoes e estou cada vez mais a vontade.

Acabada a reuniao e enquanto ele nao chega tempo para um merecido descanso na piscina. A temperatura ronda os 30 e poucos graus. A humidade e elevadissima. Mas a temperatura da piscina e o ligeiro sabor a sal fazem-me esquecer rapidamente da razao porque decidi passar uns dias em Miami. Que saudades do sol e do calor.

Claro que no dia anterior nao poderia ter deixado de fazer uma massagem relaxante para me aliviar do stress que foram os dois ultimos meses. Junho e Julho foram demasiado intensos mas gracas a Deus tudo tem um fim e neste caso a vinda a Miami foi bem merecida.

Agora bem posso dizer “Welcome to Miami...”

Friday, July 25, 2008

Ahhhhhhhhh, que vontade de gritar!!!

Se ha meses que foram e ainda estao a ser complicados acho que Junho e Julho se podem qualificar nessa categoria. Que vontadinha que me da de dar dois berros e mandar isto tudo para o ar!!! Como se nao houvessem obrigacoes e responsabilidades e pudesse simplesmente acabar este intenso stress!!!!

Forca miuda, sao so mais uns dias e em breve estaras numa praia em Miami.

Oh yeah! Welcome to Miami...

Tem de haver alguma compensacao nao e?

Wednesday, June 25, 2008

Adeus querida Tala...

No Domingo passado recebi um telefonema que de certa forma sabia que viria mais cedo ou mais tarde.A minha mae acabava de me informar que tinha falecido a minha Tala.

E dificil por palavras descrever a profunda tristeza que sinto pelo simples facto de pronunciar ou escrever esta palavra. A Tala foi para mim nao uma segunda avo mas mais do que isso uma segunda mae e uma pessoa capaz de dar tudo sem nada pedir de volta. Durante varios anos cuidou de mim e da minha irma e pelos anos que se seguiram a relacao de carinho e amor que se manteve foi unica.

Acho que ainda vao cair muitas lagrimas por esta perda sempre que me vierem a mente todos os momentos passados, o carinho, a amizade e o amor. Deitei muitas lagrimas muitas vezes que te deixei Tala, ainda que por breves momentos. Se ha perdas que custam demasiado esta uma delas.

Senti vontade no Domingo a noite de apanhar o aviao na manha seguinte e dizer-te o ultimo adeus. Mas no fundo o ultimo adeus ja tinha sido dado quando no passado mes de Dezembro tive oportunidade de te visitar no lar onde te encontravas, ja acamada, metade do tamanho que eras, ja te encontrando a soro. Os olhos ainda se viraram numa tentativa va de qualquer reaccao que fosse possivel. Esperei por um sorriso mas nada... E depois o inevitavel virar da face como que ja nao me reconhecesses sequer. Novamente as lagrimas que me vieram aos olhos. Mas so o facto de poder olhar para ti ja me trouxe alguma paz.

E pensar que ja nao te vou voltar a ver mais entristece-me mas sinto que nesta altura e depois de tantos anos de sofrimento Deus estara a olhar por ti onde quer que estejas e que tenhas finalmente encontrado a paz merecida e o amor de Deus.

E perdoa-me por nao ter podido fazer mais por ti porque merecias mais do que ninguem!

Amo-te minha querida Tala! Estaras para sempre no meu coracao!

Wednesday, June 18, 2008

Still lost in translation...

After 2 years still lost in translation...

Sunday, May 11, 2008

No regrets!

Na quinta-feira vao fazer exactamente 2 anos que comecei a trabalhar na Holanda. Estranho pensar como o tempo passou. E nao, ainda nao estou com vontade de ca ficar muitos anos. Ainda temos muito de pedalar ate ao final deste ano. E nessa altura depois sera tempo de decidir o que vem a seguir.

E olhando para tras tenho continuo a ter um sentimento misto. E se me perguntarem se valeu a pena posso com toda a certeza dizer: No regrets! A vida e um constante desafio e assim que o aceitamos e bola para a frente, por muito dificil que as vezes seja. E ha que pensar que apesar dos momentos dificeis tambem tivemos muitas coisas boas. E nao nos podemos queixar do que conseguimos. Vamos ver o que nos espera neste proximo ano.

Pelo menos por estes dias a Primavera sorri com temperaturas ja ha muitos meses nao vistas na Holanda e ceu limpo. Da para andar bem a fresca! Que bom que sabe o sol por terras holandesas. Pena ser tao pouco!

Monday, May 05, 2008

Back to the time of princes and princesses...



May 5, 2008

Foram assim passados os ultimos 5 dias a passear no Vale do Loire a ver castelos onde viveram reis, rainhas, principes e princesas. E quanta riqueza gerou a Franca para poder construir tamanhas maravilhas da natureza.

E nao nos paramos de maravilhar com o encantamento provocado por tamanha beleza: Chambord, Cheverny, Blois, Maintenon, Azay-Le-Rideau, Chenonceau. Alem da passagem pelo castelo da Bela Adormercida em Usse entre outros.

Tuesday, April 01, 2008

Time for a new beginning ..

Passaram 4 meses desde que escrevi o ultimo post e sinto neste momento ainda pouca pre-disposicao em escrever.

O comeco de 2008 foi sem duvida extremamente agitado com tres meses bastante intensos de trabalho. Fevereiro e Marco representaram uma especie de roller coaster de viagens: Russia, Polonia, Portugal, Brazil, United States e Portugal de novo.

Se ha coisas que gosto nas viagens e o facto de me recordarem que ha outras vivencias, outras culturas, outras oportunidades e que nao nos devemos sentir limitados ao sitio onde nos encontrarmos caso nao nos sintamos felizes. Cada minuto que passa da-nos uma nova oportunidade de olhar para as coisas numa perspectiva diferente.Tambem nos da oportunidade de chegar a conclusao de que afinal bom mesmo e voltar a casa, a Portugal. Onde o nosso coracao esta em paz...

Nao sei porque dei a este post o titulo de Time for a New Beginning... Embora esteja na mesma funcao o meu trabalho comeca agora a ter um focus diferente (desculpem pois e dificil nao escrever palavras em ingles a mistura). Nao e que esse novo focus seja melhor, de certa forma ate me aparenta ser menos desafiante. Mas parece-me que temos de olhar para as coisas numa perspectiva diferente e ver as possibilidades de poder tornar o trabalho mais desafiante (mas tambem mais relaxante!). So depende de nos proprios! A vida e um desafio constante!

Afinal sempre percebo o porque do titulo "Time for new a new beginning...". So espero que me de a paz de sossego que necessito apos cerca de 2 anos.

Sim, acho que estou pronta para um novo comeco... desta vez mais calmo e tranquilo.

Thursday, November 29, 2007

Ai mi sombrero…


November 5-10, 2007

Apos tres semanas de ter comecado a aventura do Mexico consigo finalmente parar para escrever este post com alguma tranquilidade. Foram sem duvida tres semanas muitas intensas e nem quero contar as horas de trabalho que tive de dedicar a este projecto para chegar a esta fase. Tive momentos de muita ansiedade e so em casa deu para perceber a frustracao que por vezes senti quando tive de rever sucessivamente projeccoes de numeros alterados. Tive vontade de gritar.

Apesar de ainda nao ter terminado penso que a parte mais complicada ja tera passado. Assim o espero. Ate por que outro projecto tem a minha prioridade esta proxima semana. E muitas vezes pergunto-me porque. Porque continuo neste ritmo avassalador. O que me espera no fim da estrada. E depois acho que nao vale a pena. Mas como sair agora deste ciclo vicioso. Se fosse assim tao facil abandonar tudo e fugir com ele de volta ao paraiso...Mas sou bruscamente puxada de volta para a dura realidade.

O Mexico foi de certa forma uma boa surpresa em termos profissionais. Antes de partir fomos avisados que iriamos encontrar uma empresa pouco ansiosa pela nossa visita e que nao esperassemos sorrisos e muita colaboracao.

Arrancar sorrisos revelou-se o mais facil no meio de tudo tendo sido os mexicanos extremamente afaveis e cooperantes. O que custou mesmo foi trabalhar a um ritmo avassalador e com o efeito de jet lag depois de muitas horas de viagem ate aos confins do Mexico.

Primeiro fomos directos a Mexico City para depois apanhar um aviao ate Guadalajara e pernoitar. Dia seguinte de manha ida ate Obregon onde ficariamos 4 dias em reuniao no hotel. Voltariamos depois a Guadalajara e directos a Houston. Em Houston foi uma correria de loucos onde tivemos de entrar nos Estados Unidos para poder apanhar um aviao para Amsterdao. Toca a passar controlo de passaportes com fotografia e impressao digital. Depois uma correria para checkar as bagagens. Ja so faltava meia hora para o voo. Nao sei como nos conseguiram ainda embarcar mas fomos literalmente os ultimos passageiros do voo que partiu uns poucos minutos depois de entrarmos. Chegamos domingo de madrugada a Amsterdao.

Do Mexico pouco ou nada vimos excepto o facto de na ultima noite em Guadalajara termos decidido ver um pouco da noite com uma visita a um bar de salsa. Entramos no verdadeiro Mexico onde uma serie de casais de locais dancava rumba, merengue, salsa e tudo o mais. E la foram tres margaritas que foram muito bem vindas para aliviar o stress de uma semana muito intensa.

Mas agora venha o descanso e que esta permaneca como mais uma intensa aventura profissional e pessoal desta por vezes dura estadia aqui na Holanda. Ao menos deu para ver e sentir um pouco o sol na pele o que nos faz lembrar que de um momento para o outro tudo pode mudar.

Saturday, October 27, 2007

Malasya, and finally paradise…



September 2007

Foi num fim de dia que chegamos a Georgetown, capital da ilha de Penang e conhecida como a Perola do Oriente. A chegada a Penang fez-se atraves de uma ponte com cerca de 13.5 km, uma das pontes mais longas do mundo.

Na cidade ja se encontravam poucas pessoas na rua dado o fecho das lojas. A primeira ideia com que fiquei foi de uma cidade envelhecida dominada por bairros tradicionais.

Fomos directos para o hotel onde cerca de 1 hora depois estavamos a jantar com dois outros casais (do nosso grupo) no restaurante giratorio do hotel onde do ultimo andar podiamos ter uma belissima vista panoramica.

No dia seguinte partimos para a visita panoramica de Penang tendo comecado por um templo budista denominado Kek Lok Si. Um dos mais impressionantes que vi. Seguimos a visita para Fort Cornwallis, forte construido por Francis Light, o fundador de Penang. Passagem ainda por dois outros templos e o museu e tempo para almoco.

A meio da tarde chegamos ao hotel onde rumamos a piscina parando para fazer uma marcacao de fim de tarde no SPA. O jantar foi desta vez com todo o grupo que nos acompanhara na viagem. Um jantar de despedida dado que no dia seguinte parte do grupo partiria para o Borneu e nos partiriamos para um hotel resort na ilha de Penang por cerca de 3 dias.

Partimos no dia seguinte de manha com mais 6 pessoas do grupo. Passamos esses tres dias essencialmente com um casal que se encontrava na sua lua de mel. O hotel era razoavelmente bom mas a animacao nocturna, mesmo nas redondezas do hotel deixou um pouco a desejar.

A estadia neste hotel foi curta e ja ansiavamos por ver o resort em Langkawi de onde nos tinham dado bastantes referencias.

A viagem de barco comecou cedo de manha com o transfer as 7 da manha. O casal que tinha passado estes dias connosco quis visitar Langkawi por um dia pelo que la seguimos os quatro em direccao ao local onde iriamos apanhar o ferry. A indicacao era que o ferry tinha capacidade para 200 pessoas pelo que imaginamos um barco grande para nos transportar por mar alto. Assim que nos chamaram para apanhar o ferry das 8.15 nao esperavamos ainda ter de “arrastar” as malas por uns bons 300 metros. Para nossa surpresa o ferry era relativamente pequeno e tivemos de ser nos proprios a carregar as malas para dentro do barco. As malas foram deixadas no primeiro piso que descemos e tivemos de descer um outro piso para nos sentarmos nos nossos lugares.

O barco baloucava um pouco com o ondular do mar mas nada nos preparara para o que iriamos passar. Passados cerca de 10 minutos de nos encontrarmos a bordo finalmente se ouviu o motor de arranque do barco. Comecamos a uma velocidade relativamente calma mas nao tardou ate se fazer sentir o impacto ... das ondas. Encontravamo-nos na parte dianteira do barco e comecamos rapidamente a sentir o efeito de “montanha russa”. O agitar do mar e a velocidade do ferry provocavam um efeito de “chapada” violenta na agua. Foram precisas cerca de tres ou quatro “chapadas” violentas para que um dos assistentes de bordo nos viesse buscar (a nos e a mais uns 15 a 20 passageiros) para nos sentarmos na parte traseira do barco onde o efeito seria bem menor.

Foi dificil a caminhada de apenas alguns metros ate aos assentos traseiros mas conseguimo-nos sentar bem na ultima fila. Durou apenas alguns momentos a sensacao de tranquilidade pois o mar agitou-se mais e a sensacao de enjoo comecou a afectar os passageiros. E ai veio o mal-estar geral. Escapulli-me rapidamente para dois bancos a frente para poder respirar um ar que nao me “puxasse” o mau-estar.

A viagem durou cerca de 2h30 a 3h00 e lembro-me perfeitamente das duas faces desta viagem: de um lado ondas cujo tamanho ja igualava o do ferry; e do outro a calma aparente do mar depois da tempestade. Mas era no sentido das ondas que seguiamos. Sempre tive medo do mar! Soube-o nessa altura melhor que nunca. Nesses momentos passa-nos tudo pela cabeca, a nossa vida passa-nos a nossa frente, literalmente.

Nao sei como, mas o facto e que chegamos finalmente a Langkawi tenho conseguido evitar o mal-estar que “apanhou” de surpresa os meus companheiros de viagem.

A chegada a Langkawi esperava-nos o motorista do hotel devidamente equipado com o traje do hotel. A viagem durou cerca de 20-30 minutos ate ao resort.

E entao chegamos ao paraiso...

Enquanto preparavam o quarto fomos levados para almocar e dado que chovia bastante optamos por ficar no terraco da biblioteca (devidamente tapado). A vista da biblioteca era simplesmente divinal. Quantas vezes somos desiludidos pelas fotografias dos hoteis e resorts quando a chegada nos deparamos com cenarios bem menos apraziveis do que os publicitados? Mas nao desta vez. O resort era tudo o que prometia e mais... e estava tudo incluido.

Mas bastaram 20 minutos para que comecasse a chover torrencialmente e tivessemos literalmente que correr para dentro da biblioteca. Estavamos a assistir a uma tempestada tropical. E que espectaculo meu Deus! A forca da natureza nos dos cenarios mais impressionantes! De cortar a respiracao. Ainda tivemos de esperar uns bons 10 a 15 minutos para que passasse. Durante esses momentos apercebi-me da sorte que tinhamos tido de nao apanhar esta tempestade no mar.

O casal que nos acompanhava estava nesta altura num estado de ponderacao dado que ela se recusava a voltar de barco para Penang nesse dia. Foi requisitado na recepcao para verificar a possibilidade de voltarem de aviao. Mas so no dia seguinte haveria possibilidade. Pelo que se viram forcados a passar a noite no hotel e partir no dia seguinte de manha. Jamais certamente esquecerao do dia em que quase no fim da sua lua de mel partiram para visita a uma ilha com dois portugueses, tiveram uma viagem de barco inesquecivel e acabaram por passar uma noite num resort paradisiaco para partirem no dia seguinte de aviao.

E foi assim que passamos uma semana com dois dias inicialmente nublados e a chover e os dias seguintes de sol. Temperatura a volta dos 30 graus. A beber sumos de fruta natural, mocktails, a comer, a dormir, entre um mergulho na piscina e outro na outra piscina, umas partidas de snooker, uma banda das Filipinas, um pouco mais de creme aqui e acola e um atendimento do melhor com todo o “apaparicamento” possivel.

Palavras nao serao suficientes para descrever o local pelo que ficam as fotos do paraiso...



Friday, October 05, 2007

Malasya, divine Asia


September 2007

A Malasia e um pais multi-racial onde a religiao oficial e o Islao e a lingua oficial e a lingua Malaia. A populacao consiste em tres grupos etnicos – Malaios, Chineses e pessoas do sub-continente da Asia do Sul. Muitas pessoas falam ingles pelo que a comunicacao e relativamente facil de estabelecer e as grandes cidades sao bastante ocidentalizadas.

Um dos pontos mais famosos na Malasia sao as Batu Caves (a 13km de KL) onde passamos antes de chegar a KL. As Batu Caves sao o local sagrado para os Hindu’s na Malasia. Consistem em tres grandes caves e varias outras mais pequenas. Foram descobertas em 1892. A chegada fomos cumprimentados por varios macacos que se encontravam nas escadas de acesso com somente 272 degraus. So mais um pequeno esforco para as pernas! Mas resisti! Vamos la ver!

A chegada a Kuala Lumpur o deslumbramento ja nao foi tanto dado que ja se tratava da segunda ida a cidade. Ja conheciamos aquilo e tal... Enfim, o transito esse sim estava bem pior e o nosso hotel desta vez era bem no centro da cidade junto aos 4 ou 5 centros comerciais principais. Sim, Kuala Lumpur e o paraiso das compras pois lojas nao faltam. Ha um centro comercial inteiramente dedicado a electronica. Outro dos centros comerciais tem uma montanha russa no interior. Enfim, coisas pequenas!

Chegamos ao hotel ja ao fim da tarde para depois ir jantar a um restaurante que captou imediatamente a nossa atencao: Sushi King. Sushi a precos convidativos. Para quem gosta claro! Decidimos de seguida atacar os centros comerciais. Neste caso so um pois a energia depois de Taman Negara nao era assim tanta! So para dar uma ideia a descer escadas tinha de me apoiar pois a dor de pernas ainda era de tal forma intensa que nao dava! Felizmente os centros comerciais tem escadas rolantes sendo assim um sitio ideal para passear.

Depois ainda demos um curto passeio pelas ruas animadas do centro e o que mais me impressionou foram mesmo as luzes. Vale a pena parar para apreciar. So me lembro desta sensacao em Times Square em Nova Iorque.

O dia seguinte de manha toca a fazer a visita cultural devidamente enriquecida com a familia do guia na parte de tras do autocarro. E la veio a mulher, os filhos, o irmao e o cunhado e respectivas familias. Podemos dizer que a visita a Kuala Lumpur foi mais uma visita relampago do que outra coisa. Fomos a muitos sitios e certo mas dentro do autocarro para a 1 da tarde sermos despachados pelo guia que nos deu a tarde livre. Foi de certa forma conveniente para o guia para poder passar a tarde com a familia dele que estava de visita!

De facto de manha ainda passamos pela KL Tower o que foi de facto o mais interessante, com uma vista espectacular da cidade. Ja as Petronas so conseguimos ver de fora ja que para la ir ao topo e necessario acordar bem cedinho e ir para uma fila imensa onde se consegue um dos bilhetes em numero limitado que distribuem diariamente. Nao dava!

A tarde foi passada, adivinhem, em mais dois centros comerciais, desta vez o mais trendy (Times Square) e o mais cheap (cujo nome ja nao me recordo). E de facto havia mesmo uma montanha russa no mais trendy. Alem da montanha russa um astrologo lia as maos numa pequena banca. Foi a primeira vez que me fizeram uma leitura de maos mas nao fiquei a saber muito mais do que ja sabia, alem de uma coisa ou outra que ele nem soube explicar. Valeu pela experiencia.

De Kuala Lumpur sobressairam tambem as experiencias culinarias. De facto a primeira noite foi num Japones, almocamos no dia seguinte num restaurante Timorense e jantamos num restaurante do Medio Oriente. E posso dizer que estava tudo delicioso.

Partimos no dia seguinte para Cameron Highlands para ver as plantacoes. A viagem foi longa e montanhosa. No caminho paramos primeiro numa fabrica de roupa de Batik e posteriormente num local de preparacao dos cestos de carga que levam a mercadoria para as Cameron Highlands.

A meio da tarde paragem para tomar banho numa catarata (Lata Iskandar). Era Domingo e o sitio estava a pinhado de locais a aproveitar para descansar e divertir. Seguiu-se uma paragem numa pequena aldeia (digamos antes que pouco mais que 3 ou 4 casas) para ver como viviam os indigenas que se animaram a tocar musica, fazer uma danca, soprar o cachimbo e tirar umas fotos connosco (que bem que dancava o Michael!).


As fotos deste post foram escolhidas por para mim serem as mais belas de todas. A expressao de uma das criancas da aldeia e uma mae na catarata a dar de comer ao filho com a mao (mao direita apenas conforme custome na Malasia pois com a esquerda e ofensivo).

Chegamos ja ao fim do dia a Cameron Highlands depois de uma viagem um pouco enjoativa. O jantar consistiu num prato caracteristico denominado de “steamboat”. Digamos que correspondia ao nosso “fondue” mas com uma panela de agua quente. E havia carne, peixe, vegetais e ovos para cozer. So se esqueceram do sal pelo que pareceu um pouco comida para “doentes”. Alem de que eramos 8 a volta da mesa o que tornou a coisa um bocado lenta. Pouca comida e sem sabor! A ideia era boa mas tinha que ser com um grupo menor e talvez um grelhador fizesse melhor efeito. Valeu o sumo de morango delicioso (plantacoes de morangos nesta zona tambem nao faltavam).

Partimos no dia seguinte para visitar diversas coisas: plantacao de cha, quinta de abelhas, estufa de cactos, mercado e estufa de flores. No mercado descobrimos a bela da batata doce assada a venda. O nosso guia ia aproveitando para nos dar a conhecer as iguarias malaias pelo que la provamos a batata doce. Fora a cor um pouco mais escura de resto era mesmo igual a nossa. Quem diria!

No dia seguinte partimos para Penang.

E a viagem continua...

Thursday, October 04, 2007

Malasya, because we deserve it!


September 2007

Foi num tao desejado dia 1 de Setembro que partimos rumo a umas ferias muito ansiadas. Estavamos mesmo a precisar! Nao me recordo de ouvir tantas vezes o mesmo comentario :” Enjoy. You deserved it!”. Nao houve um colega que nao dissesse o mesmo. Ja se estava a tornar incomodo! Mas em honra aos ditos cujos assim dei nome a este post. Porque de facto “We deserved it!”

Agora, passadas duas semanas do regresso tudo parece ja muito longiquo. Assim, percebemos como o tempo passa depressa e quando olhamos para tras ja so restam um punhado de fotografias e uma breve sensacao de felicidade por termos estado uns instantes no paraiso.

A viagem durou ainda cerca de 12 horas ate chegada a Kuala Lumpur. Teve pelo menos um ponto positivo que foi o facto de ter sido uma viagem nocturna o que ajudou a dormir.

Chegamos ja depois da hora de almoco e no aeroporto procuramos ansiosamente pela placa com indicacao do nosso nome que so apareceu depois de um colega acordar o nosso contacto da agencia, uma senhora que fazia uma “merecida” pausa para descanso no chao do aeroporto. Depois disso foi ainda ter de aguardar por um outro casal que ia connosco no transfer.

Finalmente a partida para o hotel sob um ar condicionado “gelado” (consegue ser pior que na Holanda!) sabendo que la fora nos aguardavam uns 30 graus centigrados.

Ao aproximar de Kuala Lumpur comecamos a avistar as famosas “Petronas Tower” as maiores torres gemeas do mundo. A pouca distancia a KL tower tambem de uma altura impressionante. A chegada ao centro da-nos uma ideia de uma cidade com muita concentratacao por m2, seja de pessoas, de predios, o monorail, algumas palmeiras (pelo menos um pouco de verde...) e muito transito.

Ja sao perto das 5 da tarde quando chegamos ao hotel e ja se comeca a sentir fortemente o Jet Lag. Como a curiosidade e muita nao resistimos a espreitar um pouco a cidade e apanhamos o monorail para o famoso night market de KL em Petaling Street.

A chegada um cenario por nos ja conhecido, famosas marcas muito bem imitadas por precos convidativos e que poderao ser ainda mais convidativos apos um pouco de negociacao. O unico senao acaba mesmo por ser a chuva que invade a noite de uma forma torrencial e que insiste em nao cessar. Ainda paramos para jantar mas acabamos vencidos pelo cansaco e regressamos ao hotel para descansar.

Dia seguinte de madrugada temos agendada a saida para as 5 da manha para ir ao aeroporto buscar o resto do grupo que nos acompanhara pelo circuito pela Malasia. Aguarda-nos um grupo de holandeses de meia-idade e comecamos a pensar como e que esta gente tem energia para uma viagem deste tipo. Felizmente o grupo nao e suficientemente grande para justificar a contratacao de um guia holandes pelo que nos temos de nos contentar com um guia em ingles (ufa, senao ia ser complicado)!

Primeiro ponto de passagem: Melaka!

Melaka foi o berco da Malasia. Como diria o nosso guia da viagem “Sem Melaka nao haveria Malasia!”. Melaka foi de certa forma uma desilusao. As fotografias mostravam efectivamente o pouco que havia para ver. Resumia-se aquilo. A cidade precisa efectivamente de ser renovada. Ainda conseguimos encontrar alguns vestigios da passagem dos portugueses em termos de arquitectura. Mas no que toca a lingua e comida a situacao ja nao e a mesma. A nossa saida a noite para ir visitar o bairro portugues (na esperanca de um jantar a Portuguesa!) sai gorada pois de comida portuguesa o restaurante nada tem. Ainda conseguimos falar um pouco de Portugues com o dono (ja de uma certa idade) mas resume-se a pouco mais do que isso.

Pernoitamos em Melaka para no dia seguinte seguirmos em direccao a Taman Negara, parque nacional da Malasia, uma floresta com 152 milhoes de anos. O autocarro leva-nos por umas 4 horas ate ao ponto de partida do barco que nos levara por rio ate ao parque nacional.

Os barcos correspondem a uma especie de canoas a motor para umas 14 a 16 pessoas e a viagem ainda leva cerca umas 2h30m. Nas margens do rio ainda conseguimos ver alguns bufalos de agua alem da paisagem ser idilica. Claro que com o embalar do barco nao nos escapamos a bela da “pendidela” de sono. Soube tao bem...

La fomos rio acima ate ao nosso destino e acostamos de malas e bagagens (reduzidas a uma mala pequena pois dada a dimensao do barco nao dava para levar a mala grande que teve de ficar no autocarro por dois dias) no que seria o nosso alojamento durante as proximas duas noites.

O alojamento correspondia a uns bungalows nada luxuosos mas suficientes para as necessidades basicas. Chegamos ao fim da tarde e apos o jantar partimos para a nossa primeira aventura na floresta: “o night walk”. Devidamente apetrechados de uma lanterna (comprada a pressa antes de embarcar para Taman Negara) partimos em direccao a floresta a procura de animais selvagens, insectos, passaros, o que fosse. Alem de umas “minhoquitas” e uns insectozitos pouco mais se consegue ver. Ainda espreitamos uma cabana numa arvore na expectativa de ver os olhos dos animais a brilhar ao longe mas nao temos semelhante sorte.

O dia seguinte acordamos cedo para mais uma actividade de jungle trekking e essa sem duvida muito mais “pesada”. Durante algumas horas subimos ate 340 metros de altura com as devidas paragens pelo meio para recuperar energia. Sim a pe mesmo! Devo dizer que levei pelo menos dois dias a recuperar do esforco de pernas. Tava bonita sim!! Semelhante exercicio feito com regularidade definitivamente teria um efeito bastante benefico na minha celulite! Mas e melhor parar de sonhar pois na Holanda “Jungle Trekking” parece-me um pouco dificil!

Da parte da tarde ainda fomos de canoa (a motor) ate outra zona de Taman Negara para a chegada fazermos mais um trekking de meia horita (agora deviam ver o meu estado!) e finalmente uma bela “banhoca’ numa catarata. Ui! Soube tao bem. Mais meia hora de trekking! Minhas queridas pernocas!

A noite na caminha foi tiro e queda. A canoa de volta de manha tambem foi supimpa! E toca a seguir em direccao a Kuala Lumpur novamente para uma segunda estadia um pouco mais prolongada!

E a viagem continua...

Friday, August 24, 2007

How I eager for the holidays



Ao olhar para esta foto anseio cada vez mais pelas ferias. E neste pequeno paraiso que espero estar 1 semana depois de 2 semanas a fazer um circuito num pais distante no oriente. Longe da confusao, da Europa, a viver uma nova experiencia, a aprender uma nova cultura.


Aguarda-me uma semana intensa e longa de trabalho a tentar finalisar um projecto que ja se prolonga por muitos meses. Que venha a calmaria depois da tempestade e que possa finalmente dizer a famosa frase:

"Isto e que e vida!"

Thursday, August 09, 2007

Caipirinha com lima ou limao?


August 5-8, 2007

12 horas de voo por duas vezes em apenas uma semana. As viagens relampago custam mais assim sem duvida! Claro que o destino ajuda quando se trata do Brasil e se pode pelo menos sentir o calor na pele (mesmo no pico do Inverno!), se ve o sol (repito, no pico do inverno!) e da mesmo para usar manga curta ou mesmo sem manga. Estava melhor tempo no Brasil no Inverno do que na Holanda no Verao. Nestas alturas fico mesmo a pensar o que faco aqui?!

Tres dias em Campinas nao deu para muito e certo. Fora os pequenos prazeres e a simpatia dos brasileiros pouco mais se aproveitou. Claro que para fazer viagem tao longa so mesmo ao Brasil e que vale a pena.

Campinas fica a uma hora e pouco de Sao Paulo e e considerada a zona nobre do Brasil com maior poder economico. Sao Paulo e o estado mais rico do Brasil e na cidade e periferia habitam qualquer coisa como 25 milhoes de habitantes. Campinas e bem mais pequeno mas so ai ja se contam cerca de pouco mais de 1 milhao de habitantes sendo assim comparavel a Lisboa. Como cidade de negocios que e nao tem muito para ver. Nao e que tivesse tempo mas assim nao fico com pena de nao ter visto algo.

Fui “pegada” no domingo ao fim da tarde pelo taxi que normalmente presta servico a nossa empresa no Brasil. O taxista entusiasmado em poder falar portugues manteve-me acordada a viagem em toda ate Campinas tanto me informando de trivilialidades do Brasil como questionando coisas sobre a Europa (onde nao tinha estado). Foi pena ja ser de noite quando cheguei o que limitou ainda mais o pouco que poderia ver. O transito da circular que circunda Sao Paulo e infernal e so ai perdemos bastante tempo. Foi passada uma hora e quarenta que chegamos a Campinas ao hotel num dia que ja ia longo para mim. As doze horas que dormi de seguida souberam-me que nem ginjas bem como o pequeno almoco com frutas tropicais que tomei no dia seguinte.

Os escritorios da empresa ficavam apenas a uns kilometros do hotel numa zona bem agradavel. A fabrica infelizmente nao deu para ver dado que ficava a 1 hora de distancia. E acho que valia a pena pois e uma das mais modernas do grupo.

O trabalho correu muito bem com uma equipa extremamente profissional e que deu gosto conhecer. Correu tao bem que ainda sobrou uma horinha no shopping para dar uma olhada nas lojas antes da partida para o aeroporto tres dias depois. Depois da reuniao ainda me ofereceram umas havaianas brasileiras pelo que mais posso pedir?!

Passagem final por uma churrascaria e que bom que soube tirar a barriga de miserias com aquela carninha boa devidamente acompanhada de uma caiprinha. Lima ou limao? ‘pergunta o empregado’. Lima, digo eu. Apenas para saber que no Brasil lima e limao e limao e lima. Ao contrario de Portugal. E preciso ter cuidado com as diferencas. Como diria o meu colega na brincadeira: e quase portugues! E outras experiencias culinarias? Jantar no Japones do hotel (considerado o melhor de Campinas!) tambem devidamente acompanhado de duas caipirinhas.

Agora de volta a realidade que e o cinzento da Holanda! Tambem desejosa de chegar a casa.

Brasil, te amei!

Depressa se passou

July 26-31, 2007

Entre viagens consegui garantir que nestes dias de final de Julho nao ia sair de Roterdao. Motivo: mais importante que tudo, a vinda dos meus pais! Nao temos tido muitas visitas em Roterdao pelo que a visita dos pais foi muita ansiada! Ainda mais por que estas visitas valem ouro. Assim nada me demoveria de ficar em Roterdao nesses dias. Ha que estabelecer prioridades!

Chegaram no fim de tarde de quinta-feira. Mal estava ainda recuperada da viagem aos Estados Unidos e a Russia quando, apos um jantar caseiro la nos sentamos ver um DVD preparado com muito tempo e paciencia pelo meu pai sobre os meus 30 anos de existencia. Entao foi ver passar as fotos de infancia, os desenhos e cartas para os meus pais, as ferias passadas em familia, as fotos da escola, a adolescencia, as casas por onde passei e os sitios por onde passei, as varias fases da minha vida e tambem a dos meus pais e da minha irma. Que infancia tao feliz que tive e que sorte tamanha a vida me deu com a minha familia! Impressionante como o tempo passa e como de vez em quando devemos parar para nos relembrar-mos do que somos, de onde viemos e porque aqui estamos. Se sou o que sou e gracas aos meus pais! Obrigada por tudo meus queridos! Sem voces nada disto seria real. Obrigada tambem pai por te teres dedicado a resumir estes momentos da minha e nossa vida de forma tao bonita!

A minha noite de sono apos este serao foi muito tranquila e felizmente tinhamos conseguido tirar a sexta-feira de folga pelo que nos esperavam tres dias de passeio, umas mini-ferias. Nao poderia ter sido mais agradavel. Sexta-feira fomos a Antuerpia (Belgica), sabado a Lille (Franca) e Domingo andamo pelo zona de Zeeland (Holanda). E o que ha de impressionante de estar no centro da Europa. Tudo fica perto e facilmente se muda de pais.

Lille ainda nao conheciamos pelo que foi uma surpresa agradavel na que e quarta maior cidade da Franca. Fica apenas a 2h30 de Roterdao pelo que indo de manha e voltando a noite passa-se um dia muito agradavel. A cidade tem alguns monumentos interessantes num centro historico muito bem preservado pleno de lojas o que se torna uma perdicao.

Depressa se passou. Foram dias muito agradaveis que me permitiram recuperar um pouco de paz que tanto me fazia falta! Mais uma vez obrigada por terem vindo. Fico ansiosamente a espera do meu regresso a Portugal para vos ver depressa!

Saturday, July 21, 2007

Dayton Dragons





July 18-20, 2007

Roterdao, sabado a tarde. Descanso no sofa apos regresso de Lewisburg, Ohio hoje a hora de almoco. Muitas horas de viagem e dois dias de reuniao num local onde nao esperava voltar tao cedo. Mas o destino assim o ditou e foi inevitavel o regresso a America profunda.

Cheguei a Dayton quarta-feira as 19h30 apos uma hora de atraso no aviao de Detroit para Dayton. Motivo? Varios. Comecou com um problema no ar condicionado que teria de ser solucionado com uma mangueira que apos alguns minutos, de acordo com o comandante, explodiu. Ouvimos apenas um estalido e passados momentos la estava o comandante a explicar que teriam de ir buscar nova mangueira para solucionar o problema. E a temperatura continuava a subir dentro do aviao... Apos mais algumas intervencoes do comandante a explicar o desenvolvimento da situacao, finalmente comecou a movimentacao do aviao para a descolagem. Nova mensagem do comandante a indicar que o aviao estava com excesso de peso. Alternativas: voltar para o gate para deixar um passageiro ou ficarmos cerca de 15 a 20 minutos parados a “gastar” combustivel ate termos o peso adequado.Isto num aviao de cerca de 50-60 lugares que ia meio cheio.

O comandante optou pela segunda opcao (nao nos foi pedida opiniao nao!) e com isto ja la ia uma hora de atraso! Apos termos levantado voo a hospedeira informou-nos que nao se iria levantar para servir bebidas dado que para ela a turbulencia era excessiva e, segundo a mesma, o voo eram apenas 25 minutos.

E no final da viagem outro aviso da hospedeira a indicar que para apertarmos os cintos de seguranca e endireitarmos as costas das cadeiras. Mais uma vez, dada a turbulencia, nao se iria levantar e confiava que obedecessemos as regras. Isto numa companhia aerea america que advoga:

“We guarantee you will have the lowest fares”

Sim, percebemos que para manter as lowest fares nao devam pagar muito aos empregados que ja se recusam a trabalhar! As lowest fares sim mas tambem a lowest quality! Ja para nao mencionar o facto da maioria das hospedeiras e hospedeiros serem um pouco “entradotes”.

Conseguimos finalmente chegar a Dayton, onde me aguardava o meu colega americano. As opcoes estavam definidas, era so escolher: Jantar, assistir a um jogo profissional de baseball ou as duas opcoes combinadas. Dentro desta ultima: opcao de jantar no campo de baseball ou jantar primeiro e ir de seguida ao jogo. Nao houve grande dificuldade na escolha: jantar no campo de baseball.

Dirigimo-nos a Dayton e quando entramos no campo o jogo ja estava a decorrer com os Dayton Dragons como equipa da casa. A primeira sensacao de entrar num campo de baseball e sensacional, ainda que seja da minor league. Em cada ending que termina a equipa de animacao invade o campo com jogos para as criancas e adultos (tipicamente americano!). A volta do campo encontram-se tendas com cachorros, hamburgers, bebidas e gelados para manter o nivel de obesidade de que continua a sofrer a populacao americana. Drigimo-nos para os nossos lugares na primeira fila onde se consegue ver claramente o jogo. O baseball nao e propriamente um jogo que mantenha o publico em sobressalto em cada jogada. Dai que se esteja a tornar um jogo cada vez menos popular nos Estados Unidos. O grande desporto e mesmo o futebol americano sendo que o soccer (nosso conhecido futebol) cresce em popularidade (que certamente ira disparar com a ida do famoso David Beckam!).

As duas horas que passamos no campo sao preenchidas com algumas explicacoes do jogo (que de certa forma ja conhecia por ter jogado na escola) devidamente acompanhadas com um cachorro, cerveja, amendoins e gelado de chocolate cookies. Uma refeicao verdadeiramente americana! Sao 9.30 da noite e o efeito do Jet Lag comeca a fazer-se sentir com mais forca depois de um dia muito comprido.

Os dois dias seguintes sao passados em reuniao na empresa e um jantar com o director geral e a esposa. Volto na sexta feira ao fim do dia para chegar a Amsterdao apenas Sabado a hora de almoco.

Tempo de descansar para segunda feira voltar a carga! Desta vez novamente em Moscovo.

Friday, July 13, 2007

Saudades...

July 13, 2007

Conto os dias que faltam ate chegarem. Apesar da viagem "in between" aos Estados Unidos e a Russia sinto ja que estao perto.

A progressao no trabalho tambem e lenta mas sinto-me perto do fim deste projecto. Agosto esperemos que seja um tempo de planear este projecto no proximo ano e que de para finalmente descansar um pouco a cabeca. Para depois ir de ferias...para longe.

Venham depressa para matarmos as saudades... que ja sao muitas.

Saturday, July 07, 2007

Ai que vontade de comer sardinhas...


Aqui estou em casa em Roterdao num sabado de manha, a ter que estudar holandes ou la se perde o beneficio do curso intensivo e so penso eu numa coisa: na bela da sardinha assada! O que eu nao daria hoje para comer uma sardinha assada. So de olhar para elas que vontade que me da...

Apetece-me apanhar o proximo aviao para Portugal e passar uns dias a matar saudades.

Mas enfim, vou ter de me regalar com o que ha por aqui e ficar a sonhar so com a bela da sardinha assada...

Friday, July 06, 2007

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